segunda-feira, 5 de maio de 2014

Game of Thrones - Rei Morto, Rei Posto

E cá estamos nós em uma nova análise da série mais fantástica do universo (novamente, minha opinião pode ser considerada insignificante para alguns, então caso tenha-se sentido injustiçado pelo que eu disse, convido-o a parar de ler).
Falo tanto de Game of Thrones simplesmente porque amo esta temporada devido ao fato de estar sendo baseada em dois dos livros que eu mais gosto: A Tormenta de Espadas e A Dança dos Dragões (acho O Festim dos Corvos meio arrastado). Mas, sem mais delongas, vamos ao que interessa:

ATENÇÃO:
SPOILERS À FRENTE. LEIA POR SUA CONTA E RISCO. 

Começamos justamente com a recapitulação, logo no início, do que aconteceu nos episódios anteriores e até nas temporadas lá atrás, com direito a cenas do primeiro capítulo e até mesmo nosso saudoso Ned Stark. Mais importante dizer que não deixou dúvidas de que foi Lady Olenna Tyrell, a Vovó Infernal que usou a pedrinha do colar de Sansa para o Regicídio (sempre quis usar essa palavra). A recapitulação também nos lembra de Lysa Arryn, a louca irmã de Catelyn Stark que tentou matar Tyrion na primeira temporada; e seu filho Robin (Robert no livro), um moleque mimado e perfeito cover de Joffrey de cabelos pretos (aliás, pra quem não sabe, o ator que faz esse moleque nasceu no Brasil).

É para a casa de Lysa Arryn, sua tia, que Sansa é levada por Mindinho (Petyr Baelish) que casa-se com ela. Como Senhor do Vale de Arryn, Mindinho agora tem tudo o que sempre quis, é o supremo mandatário da região onde era discriminado quando criança. Sansa (agora chamada de Alayne e fingindo-se passar por sobrinha dele - no livro ela diz que é filha bastarda) conhece sua tresloucada tia que tem por ela o mesmo ciúme que tinha da irmã Catelyn e que promete casá-la com seu filho Robin. Lysa também revela que foi ela que envenenou seu marido, Jon Arryn no primeiro episódio da série e foi por ordem de Mindinho. Bem... Isso é uma ponta solta, né?
O nome do episódio, First of His Name, justifica-se logo no início, na coroação de Tommen Baratheon, Primeiro de Seu Nome (olha aí) rei dos Ândalos, dos Roinares (esqueceram desse título) e dos Primeiros Homens, e Senhor dos Sete Reinos (foto). Tommen está desenvolvendo grande afeto pela duas-vezes-viúva Margaery Tyrell e Cersei, a Rainha-Mãe percebe isso, ao ponto de aproximar-se da outra. Cersei, agora prometida a Sor Loras (apesar dele não gostar da fruta) está um pouco mais receptiva à presença dos Tyrell, sabendo que é melhor para a família. Mas acreditem, essa postura não se manterá por muito tempo. Cersei refaz o pedido de casamento de Tommen a Margaery e a garota consegue seu terceiro esposo real. Cersei também marca o casamento de Tommen para depois de quinze dias e seu próprio com Sor Loras para quinze dias depois.
Cersei demonstrou-se muito mais presente nesse episódio. Secretamente tentando manipular o julgamento (primeiro atraindo a simpatia de Margaery, filha de Mace Tyrell, um dos juízes e também ao obedecer os mandamentos de seu próprio pai Tywin), ela mostra a todos sua imagem de leoa ferida e como deseja vingança pela morte de seu bebê, mesmo ele sendo um monstro. Ela inclusive aproxima-se de Oberyn Martell (pelo jeito ele NÃO mora no bordel), e mostra todo o afeto que tem pela filha escondida em Dorne, Myrcella. Oberyn fala de suas filhas, as Serpentes da Areia, que logo mostrarão a cara na próxima temporada.
Temos pequenas cenas de Brienne e seu novo escudeiro Pod, e a revelação de que pretendem ir à Muralha. Pelo menos temos um destino para eles... Arya e Cão-de-Caça também aparecem brevemente e ela mostra seu treinamento com a Dança da Água, técnica que Cão-de-Caça despreza.
Daenerys recebe a notícia de que Joffrey está morto. (Aí está algo que nunca engoli. As notícias deveriam demorar meses para chegar de um ponto a outro. Será que todo mundo tem Facebook em Westeros?). Verificando as opções ela percebe que pode pegar seus 93 navios e seguir para Westeros e tomar Porto Real, embora não consiga mantê-lo por muito tempo... Mas ao mesmo tempo as cidades que foram libertadas por ela na temporada passada, Astapor e Yunkai, estão retornando à escravidão. Diante disso ela decide ficar e fazer o que as rainhas fazem: governar. Este é o ponto final de Dany em Tormenta de Espadas, começa, a partir daí, a adaptação de A Dança dos Dragões.
Então voltamos aos acontecimentos além da Muralha. A presença de Bran na Fortaleza de Craster estava atravessada na minha garganta, assim como Locke na Patrulha da Noite, mas por fim todos fizeram um bom trabalho. Locke (uma adaptação menos chamativa de Vargo Hoat do livro) espiona os rebeldes da casa e descobre que são onze, dando o sinal para Jon Snow invadir e eliminar a ameaça. Jon enfrenta os amotinados enquanto Locke chega até Bran e seus amigos presos na casa.
Aí ele revela ser um grandessíssimo FDP e sequestra Bran, o que nos liga à revelação de Ramsay Bolton há uns episódios atrás, quando diz a Roose Bolton que os filhos de Ned Stark estão vivos (isso por si só é um spoiler dos acontecimentos do livro seis, onde alguns personagens descobrirão sobre os garotos e tentarão resgatá-los para unir novamente o Norte sob a bandeira de Winterfell). Bran usa suas habilidades para possuir Hodor que acaba "hodorando" o pescoço de Locke. Jojen, o garoto que acompanha Bran, diz a ele que o Corvo-de-Três-Olhos o espera num represeiro ao Norte e que para ir até lá, ele não pode deixar Jon vê-lo. Bran escolhe deixar Jon e segue para o Norte, e portanto a história segue seu ritmo.
Jon observa a Fortaleza de Craster queimar e recebe de volta seu lobo-gigante, Fantasma.

Bem, tivemos um episódio um pouco morno, se comparado aos anteriores, mas nem mesmo assim foi ruim. Pelo trailer do próximo vemos as coisas vão esquentar a partir de agora, com o julgamento de Tyrion, a volta dos Greyjoy e Stannis Baratheon indo a Braavos para pedir um empréstimo ao Banco de Ferro (afinal, guerras custam dinheiro). Destes três acontecimentos, dois não estiveram no livro: Os Greyjoy e o Banco de Ferro, portanto, não temos a mínima ideia do que vai acontecer, só resta esperar.
P.S.: Alguém aí ansioso para ver a cidade de Braavos na abertura da semana que vem? Eu estou.

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